Fazendo uma maratona… de escrita!

Dia primeiro de novembro, além de ser muito importante por causa do aniversário do meu pai, marca também o inicio mundial da Maratona de Escrita do website nanowrimo.org.O objetivo é escrever um livro em um mês. São 50,000 palavras o que faz com que o objetivo diário seja escrever 1667 palavras.

Por enquanto estou adiantada, no terceiro dia da maratona.

Ontem eu voltei para casa andando pela praia, parei no caminho para escrever e, como diz um amigo meu (obviamente brasileiro), ver bunda passar. 

Enquanto eu escrevia, passou bunda, passou boiada… cachorro, criança, nadadores, atletas (um desses passou cinco vezes, até eu ficar cansada só de olhar). 

Um casal parou para admirar como eu conseguia escrever sem olhar para o teclado.

É realmente um grande benefício, poder escrever olhando o mar e bunda passar… 

 

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No Topo do Mundo

Estou no topo do mundo. Pelo menos me disseram que esse é o restaurante de maior altitude na Austrália. Chama-se ‘O Ninho da Águia’, ‘The Eagle’s Nest’. Cheguei aqui com o teleférico ‘Kosciuszko Express’ na montanha de Thredbo. Realmente, me sinto no alto do mundo.Como minhas pernas não estão colaborando para esquiar, resolvi fazer essa outra coisa que amo fazer…


Eu vim para as montanhas para esquiar, mas o meu nível de principiante-super-avançada não está funcionando de jeito nenhum hoje, e não estou dando conta nem de parecer principiante-nível-médio. Estou cansada com os músculos gritando de cãibra e dor. Talvez seja porque não estou muito fit esse ano, ou por ter dividido um quarto com quatro pessoas, as quais demoraram muito para ir para suas camas ontem, depois de uma longa viagem de Sydney até aqui. Acabei indo dormir quase três da manhã e fui acordada três vezes por uma $@sta de telefone antes das 5 da matina. A pessoa sem noção não desligou o telefone mesmo depois de eu pedir.

O que dificulta a gente a voltar a dormir é o pensamento “em que mundo essa pessoa acha que é okay deixar esse telefone tocando desse jeito?” Nós todos tínhamos que acordar cedo para pegar café da manhã, os equipamentos de esqui alugados e o passe dos teleféricos da montanha. Eu modifiquei minha reserva para essa noite, para um quarto só meu, sem telefones e conversas. Então resolvi tirar o melhor proveito da situação, e aqui estou, vendo as montanhas marrons, salpicadas de branco muito branco, com rochas que parecem esterco de dinossauro, mas muito bonitas mesmo assim.


Acabei de ouvir uma garçonete de cabelo vermelho falar para a outra loirinha com uma tatuagem de uma rosa ocupando metade de seu ante-braço:

– Você trouxe sua prancha?

– Trouxe.

– Vamos descer juntas depois do trabalho?

Quer dizer, quando terminarem seu turno as moças vão descer a montanha show-boarding. Muito legal né.


Como um dos meus gurus costuma dizer, isso é que é viver a vida dos seus sonhos da maneira que eu posso nesse momento. A viagem não era para ser nada chique, uma viagem de mochileiros, mas não dava para ficar melhor. Escrever com vista da montanha, comendo camarão ao vinho e alho e ainda sabendo que vou poder dormir hoje à noite, é simplesmente o máximo.

O restaurante tem cheiro de canela e oferece chocolate quente com Baileys. Adivinha o que vou pedir agora? Posso dizer, de corpo e alma, que estou feliz.